Lembro do alegre tamborilar da chuva sobre um telhado de folhas de zinco, acariciando meu sono de criança.
Hoje os pesados telhados de telhas de barro, como vetustas e abandonadas carretas, já não tem som nem poesia.
... fui e sou meu próprio telhado!
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
quinta-feira, 23 de maio de 2019
HISTÓRIA QUE
SE REPETE.
Ano de 1940. O
pai havia morrido há pouco tempo e atravessávamos sérias dificuldades.
Morávamos em Alegrete na rua Dr. Lauro, imediações
da rua 20 de setembro. Era uma hora qualquer no meio da tarde de um sábado. Atravessei
a rua e fiquei olhando as senhoras que participavam de um chá, no subsolo da
Igreja Metodista de Alegrete. Uma das senhoras, de quem não guardei o nome,
veio até mim, me pôs em seu colo e me ofereceu chá e bolo. Chamei-a Maria.
Hoje,
23/05/2019, tarde chuvosa, a manicure da
Jú veio lhe tratar das unhas e trouxe junto seu sobrinho Lorenzo que estava a
seus cuidados enquanto lhe nascia um irmão. Sem pensar em qualquer coisa,
ofereci ao menino: biscoitos, bolachinhas e refrigerante.
Só depois de
algum tempo me “caiu a ficha”: hoje eu fui Maria e Lorenzo foi Francisco.
terça-feira, 2 de abril de 2019
FELICIDADE.
A felicidade é um pássaro
sem pena:
acena
para nós
e voa sempre para longe, saindo
de cena.
(francari - 2017).
sem pena:
acena
para nós
e voa sempre para longe, saindo
de cena.
(francari - 2017).
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
DE POETAS E POESIA.
Caminhava eu por uma floresta, quando avistei um homem com uma coroa de folhas de louro à cabeça. Era o poeta Dante Alighieri que por ali passava; juntos caminhamos por largo tempo, até avistarmos um portal onde se lia, em tipos grandes:
"Deixai qualquer esperança, vós que entrais".
Abaixo, em tipos menores, dizia:
Deixai os sonhos loucos, as conquistas inúteis, as esperanças vãs.
Deixai também "o sonho enfermo, a glória obscura, a fé perdida, e o segredo de amor que eu não te disse nunca".
Deixai ainda as "meras expressões de inúteis tentativas, na conquista integral do meu desejo".
Deixai a juventude, a vitalidade, a agudez do pensamento crítico, a sensatez do pensamento analítico.
Deixai, enfim, tudo que vos foi caro na longa travessia da vida.
Assombrado, perguntei a Dante: é a porta do Inferno?
Ele pensou, sopesou as palavras e respondeu: é o portal da quarta idade, que inicia aos oitenta anos.
"Deixai qualquer esperança, vós que entrais".
Abaixo, em tipos menores, dizia:
Deixai os sonhos loucos, as conquistas inúteis, as esperanças vãs.
Deixai também "o sonho enfermo, a glória obscura, a fé perdida, e o segredo de amor que eu não te disse nunca".
Deixai ainda as "meras expressões de inúteis tentativas, na conquista integral do meu desejo".
Deixai a juventude, a vitalidade, a agudez do pensamento crítico, a sensatez do pensamento analítico.
Deixai, enfim, tudo que vos foi caro na longa travessia da vida.
Assombrado, perguntei a Dante: é a porta do Inferno?
Ele pensou, sopesou as palavras e respondeu: é o portal da quarta idade, que inicia aos oitenta anos.
domingo, 20 de janeiro de 2019
Breve estória da Criação
Breve estória da criação.
Depois de criar anjos, arcanjos, tronos e potestades, Deus resolveu criar a matéria, o espaço, o tempo e as leis da evolução da matéria no complexo espaço-tempo, ai incluídas a vida, a evolução das espécies e sua reprodução: primeiramente a reprodução assexuada, logo depois a reprodução sexuada que, para funcionar, exigiu a criação de ferormônios e atração sexual, criou os protótipos humanos: homem, mulher e todas as opções LGBT que existem ou virão a existir. Fez tudo isto em 6 dias divinos, ficou de saco cheio e disse (metaforicamente): Fodam-se!
A Humanidade, que naquele tempo não conhecia nada de metáforas, metonímias e outras figuras de linguagem, entendeu a mensagem ao pé da letra e nunca mais parou de fornicar.
Depois de criar anjos, arcanjos, tronos e potestades, Deus resolveu criar a matéria, o espaço, o tempo e as leis da evolução da matéria no complexo espaço-tempo, ai incluídas a vida, a evolução das espécies e sua reprodução: primeiramente a reprodução assexuada, logo depois a reprodução sexuada que, para funcionar, exigiu a criação de ferormônios e atração sexual, criou os protótipos humanos: homem, mulher e todas as opções LGBT que existem ou virão a existir. Fez tudo isto em 6 dias divinos, ficou de saco cheio e disse (metaforicamente): Fodam-se!
A Humanidade, que naquele tempo não conhecia nada de metáforas, metonímias e outras figuras de linguagem, entendeu a mensagem ao pé da letra e nunca mais parou de fornicar.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
A INCRÍVEL GELADEIRA VOADORA DO CONDADO DA QUEROMANA
Tenho uma amiga no Alegrete que tem uma casa de campo ali na Queromana. Ela comprou uma geladeira para colocar no avarandado da casa, sem saber que em uma existência anterior (da geladeira), ela fora amaldiçoada por Maria Boca Santa, a maior rogadora de praga do Alegrete, que vaticinou que ela (a geladeira) tentaria ir com o vento, a cada temporal que houvesse.
No primeiro temporal que houve, a geladeira voou timidamente e caiu ainda na área calçada do avarandado; já no segundo temporal havido, ela voou um pouco mais e caiu no gramado além do calçamento.
Receoso de que ela (a geladeira) vá com o vento num próximo temporal. o marido de minha amiga "chumbou" umas argolas no chão e amarrou a geladeira nelas com um sovéu grosso, desses de "sujeitar" touro em palanque de mangueira. Além disso, encheu a gaveta de verduras com "pedra moura das quebradas do Inhandui", pois a cada vez que dá uma aragem, prenunciando uma mudança de tempo e um possível temporal, a geladeira se assanha e fica dando pulinhos, à espera de o temporal desabar.
... e pra que não digam que é mentira da grossa, estou postando duas fotos, batidas por minha amiga, das duas tentativas de voo da amaldiçoada geladeira.
No primeiro temporal que houve, a geladeira voou timidamente e caiu ainda na área calçada do avarandado; já no segundo temporal havido, ela voou um pouco mais e caiu no gramado além do calçamento.
Receoso de que ela (a geladeira) vá com o vento num próximo temporal. o marido de minha amiga "chumbou" umas argolas no chão e amarrou a geladeira nelas com um sovéu grosso, desses de "sujeitar" touro em palanque de mangueira. Além disso, encheu a gaveta de verduras com "pedra moura das quebradas do Inhandui", pois a cada vez que dá uma aragem, prenunciando uma mudança de tempo e um possível temporal, a geladeira se assanha e fica dando pulinhos, à espera de o temporal desabar.
... e pra que não digam que é mentira da grossa, estou postando duas fotos, batidas por minha amiga, das duas tentativas de voo da amaldiçoada geladeira.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Gripe espanhola - 1918/1919
Gripe espanhola (1918/19) - paralelos entre ela e o ebola:
1) Ambas são causadas por vírus.
2) Ambas produzem febre alta e podem matar por insuficiência respiratória (mas só o ebola produz sangramento interno ou externo).
3) Ambas tem história de ressuscitação de pessoas dadas como mortas:
2) Ambas produzem febre alta e podem matar por insuficiência respiratória (mas só o ebola produz sangramento interno ou externo).
3) Ambas tem história de ressuscitação de pessoas dadas como mortas:
Durante a gripe espanhola no Alegrete, meu tio pelo lado paterno Francisco La Gamba D'Andrea (Chiquinho), foi contaminado pelo vírus e chegou a ser dado como morto; durante o velório e pouco antes de fecharem o caixão havia o hábito (não sei se em todos os casos ou só no caso da Espanhola) de "selar" os olhos dos defuntos, pingando cera derretida das velas em seus olhos (também não sei o motivo); quando foram fazer isto com tio Chiquinho, verificaram que ele voltara a respirar, tendo vivido bastante após este fato.
Ouvi este relato de familiares, não tenho elementos para afirmar sua veracidade, nem motivos para duvidar dele. Espero que a Verinha (Vera Alvares da Cunha) tenha ouvido algo de sua avó (e minha tia) Tereza, irmã do ressuscitado.
Eles acreditam que as duas mulheres - uma com 40 anos e outra com 60 - voltaram a viver após a morte com o ebola
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